
Carreata marcará início dos Festejos de Santo Antônio no dia 3 de junho. Saindo da comunidade de Água Fria, às 16 horas, rumo à nova sede do padroeiro em Taperas.
Com o início dos Festejos de Santo Antônio de Taperas, uma das comunidades mais tradicionais de Araioses, com origem e história anterior à criação do próprio município, a Paróquia Nossa Senhora da Conceição preparou uma programação histórica para celebrar os vários momentos especiais que acontecerão no novenário deste ano.
Após a reforma, que ainda está em andamento, da Capela de Santo Antônio, igreja em estilo colonial construída na década de 40 do século passado, será entregue em ato solene à comunidade. E a oficialização da sede anterior em Santuário do Terço dos Homens, sob a proteção de Nossa Senhora Mãe Rainha.
O festejo, a capela e a imagem de Santo Antônio, trazida de Portugal, representam um patrimônio cultural e material do município.
A última noite do festejo, em 12 de junho, coincide com a celebração comercial do Dia dos Namorados. Por essa razão, era comum muitos casais se encontrarem na tradicional seresta dos namorados na comunidade e, no dia 13 do ano seguinte, celebrarem seus casamentos na pitoresca capela.

A igrejinha também guarda os restos mortais do patriarca da Família Furtado, sepultado no centro da capela, que preserva ainda algumas inscrições em bronze.
Segundo algumas lendas, o patriarca foi enterrado junto com seu cavalo. Por essa razão, a comunidade estava condenada ao insucesso, em contraste com os anos de vigor comercial de cana, cachaça, algodão, banana, couro e charque. Tendo sua principal fazenda, figurando como uma das principais fornecedoras dos gêneros citados ao pujante comércio de Parnaíba e ainda exportando diretamente para o estrangeiro o pó da carnaúba, já muito valioso à época.
Segundo a professora e historiadora Sebastiana Monteiro, em seu livro de memórias, o desenvolvimento e potencial vistos na comunidade motivaram o governador da época, no ano de 1767, a promover a então povoação de Araioses, contando com pouco menos de 50 casas, à categoria de vila.
As histórias sobre o cavalo nunca foram confirmadas pela família. Certo mesmo é o abandono do poder público à comunidade, que, a menos de 4 quilômetros da sede do município, é o retrato do esquecimento, gestão após gestão.
De sua rica história, ainda restam dois casarões, a casa grande, alicerces de uma senzala e a capela de Santo Antônio de Taperas.
