Roberto Rocha oficializa candidatura e dispara contra Braide: “Ele vai dizer quanto porta malas cheios de dinheiro, de carro, ele pagou.”

O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) oficializou, nesta terça-feira (4), a candidatura do ex-senador Roberto Rocha ao governo do Maranhão. A convenção estadual foi realizada em São Luís.

A chapa terá o pastor Josias Cardoso Silva como candidato a vice-governador. Militar reformado, Josias é formado em teologia e pedagogia, reside em Imperatriz e ocupa o cargo de primeiro secretário-geral da Convenção da Assembleia de Deus no município.

Para o Senado, o partido homologou a candidatura de Sidônio Gonçalves. A legenda também confirmou os nomes que disputarão vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.

A convenção reuniu dirigentes partidários, filiados, apoiadores e lideranças políticas do PRTB.

Durante o discurso, o ex-senador afirmou que cobrará explicações de Braide nos debates sobre uma suposta compra de partido Novo.

“Ele vai dizer quanto porta-malas cheios de dinheiro, de carro, ele pagou.”

Roberto também disse que foi transformado em “mercadoria” e voltou a afirmar que seu partido teria sido comprado.

A declaração foi interpretada como uma alusão ao caso do carro encontrado com cerca de R$ 1 milhão em espécie no porta-malas durante a eleição municipal de São Luís, em 2024. O veículo havia sido abandonado por um ex-assessor ligado à campanha de Eduardo Braide. Na época, a Prefeitura de São Luís defendeu a apuração do caso e afirmou que eventuais responsáveis deveriam ser punidos caso fossem comprovadas irregularidades. O episódio segue sendo investigado pelas autoridades.

Após a oficialização, Roberto Rocha afirmou que pretende concentrar uma eventual gestão no combate ao crime organizado, à violência e à pobreza.

O candidato também defendeu ações contra diferentes formas de violência, incluindo crimes contra mulheres, crianças e trabalhadores do campo.

Rocha afirmou ainda que deixou a disputa pelo Senado para concorrer ao governo por considerar que faltava uma candidatura alinhada às pautas da direita no Maranhão.

“Eu larguei uma candidatura de senador para enfrentar essa realidade do Maranhão, porque vi que não tinha uma opção capaz de levantar a bandeira dos que defendem Deus, família, pátria e liberdade”, disse.

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