Maranhão lança programa pioneiro para cuidar da saúde mental de pesquisadores e fortalecer a ciência estadual

Parceria entre Fundação Egma e Fapema vai beneficiar até 200 pesquisadores com formação, acolhimento psicológico e ações de promoção do bem-estar.

A saúde mental de estudantes de pós-graduação e pesquisadores maranhenses passará a receber atenção estruturada por meio de uma iniciativa inédita no estado. A Fundação Escola de Governo do Maranhão (Fundação Egma) e a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) realizaram, nessa quarta-feira, 24, reunião técnica para alinhamento do programa “Cuidado em Saúde Mental na Pós-Graduação no Maranhão”.

Pesquisa realizada com 2.903 pós-graduandos brasileiros revelou que 74% dos participantes relataram sintomas de ansiedade, 31% sofriam de insônia crônica e 25% apresentavam quadros de depressão. Diante desse cenário, a proposta desenvolvida pela Fundação Egma e pela Fapema pretende atuar não apenas na prevenção do adoecimento mental, mas também na promoção de uma cultura institucional de cuidado, permanência acadêmica e valorização da pesquisa.

“A produção científica depende de pessoas saudáveis física e emocionalmente. Essa parceria representa um passo importante para que nossos pesquisadores tenham acesso a ferramentas que contribuam para uma trajetória acadêmica mais equilibrada e sustentável”, destacou o presidente da Fapema, Nordman Wall.

A presidente da Fundação Egma, Leuzinete Pereira, ressaltou o caráter inovador da iniciativa. “Estamos construindo um programa que reconhece os desafios enfrentados por quem produz conhecimento científico e oferece suporte qualificado para o desenvolvimento de competências socioemocionais fundamentais à formação acadêmica e profissional”, afirmou.

O programa atenderá até 200 pesquisadores, distribuídos em oito turmas mensais de 25 participantes. O público-alvo inclui estudantes de mestrado e doutorado, além de bolsistas de iniciação científica, desenvolvimento tecnológico e pós-doutorado vinculados à Fapema. As inscrições e mais informações serão divulgadas nos próximos dias nas páginas oficiais da Fapema e Fundação EGMA.

A formação contará com carga horária de 25 horas e será organizada em cinco módulos temáticos: Saúde Mental na Pós-Graduação e a Construção do Cuidado; Gestão do Equilíbrio em Contextos de Alta Performance; Relações Interpessoais e Habilidades Sociais; Identidade e Sentido na Carreira Científica e Competências Socioemocionais como Recurso de Autorregulação.

Além das atividades formativas, os participantes terão acesso a uma rede permanente de apoio psicológico composta por profissionais especializados, que acompanharão os pesquisadores durante toda a vigência do programa. O projeto também prevê oficinas voltadas à promoção da saúde física, reconhecendo a integração entre bem-estar emocional e hábitos saudáveis como elementos essenciais para a qualidade de vida acadêmica.

Coordenado pela psicóloga e mestre em Políticas Públicas Catarina Bogéa, o programa também possui um diferencial inovador: produzir conhecimento científico sobre a própria realidade dos pós-graduandos maranhenses. Ao longo da execução, serão aplicados instrumentos de avaliação para mensurar indicadores de bem-estar e saúde mental antes e depois das formações, gerando dados inéditos sobre a pós-graduação no estado.

“Cuidar da saúde mental de quem pesquisa é também cuidar da qualidade da ciência produzida. O programa busca ampliar a compreensão sobre os fatores que impactam o bem-estar dos pós-graduandos e fortalecer recursos para o enfrentamento” afirmou a coordenadora do projeto.

SEGOV

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